No SUS de Campinas, a impressão 3D corta a cirurgia de fratura de face de três horas para uma: o Mário Gatti imprime o crânio do paciente a partir da tomografia e modela as placas antes de abrir
No Hospital Mário Gatti, em Campinas, a equipe bucomaxilofacial imprime em 3D o crânio do paciente e pré-modela as placas: cirurgia de 3 horas vira 1, pelo SUS.

O serviço de cirurgia bucomaxilofacial do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas (SP), usa impressão 3D para planejar as cirurgias de fratura de face: a partir da tomografia, a equipe reconstrói o crânio do paciente em 3D, imprime o modelo e molda as placas de fixação antes de entrar no centro cirúrgico — e uma operação que levaria três horas passa a durar uma. Quem descreve é o coordenador do serviço, o cirurgião bucomaxilofacial Antonio Augusto Campanha, em texto publicado pela Prefeitura de Campinas nesta terça-feira (15/9). O serviço funciona 24 horas, é referência para 43 municípios da região e atende pelo SUS.
“A partir da tomografia, a gente faz uma reconstrução desse crânio da face 3D e aquelas placas que a gente vai usar, a gente modela, deixa tudo pronto antes. Então, uma cirurgia que duraria três horas, a gente faz com uma hora. Reduz tempo cirúrgico, menos morbidade, mais qualidade de cirurgia”, diz Campanha. E completa: “Isso tudo traz o paciente de volta para a vida social muito rápido. Isso pelo SUS. Hoje a gente tem essa tecnologia aqui.”
Para que serve imprimir o crânio
A placa de titânio que fixa uma mandíbula ou um zigoma fraturado precisa acompanhar a curva do osso do paciente. Sem modelo, o cirurgião dobra a placa durante a operação, com o paciente aberto, por tentativa e erro. Com o crânio impresso a partir da tomografia, a placa é moldada na bancada, dias antes, e entra na cirurgia pronta. É a mesma lógica dos guias cirúrgicos que o SUS já usa em prótese dentária e que a UFMG aplicou em maquetes para crianças: a impressão 3D não faz a cirurgia, encurta a parte dela que era improviso.
| Serviço | cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, Hospital Mário Gatti (Campinas, SP) |
| Funcionamento | 24 horas, com equipe e residentes de plantão |
| Abrangência | referência para 43 municípios, via regulação |
| Uso da impressão 3D | modelo do crânio a partir da tomografia; placas pré-modeladas antes da cirurgia |
| Efeito relatado | cirurgia de ~3 horas passa a ~1 hora |
| Principais causas dos traumas | acidentes de moto e agressões físicas |
| Residência | 2 vagas por ano, cerca de 110 candidatos |
O que a prefeitura não detalha
Qual impressora e qual material o hospital usa, quantos casos por mês passam pelo planejamento impresso e se o modelo é feito no próprio hospital ou por serviço externo. O texto é da seção “Você sabia?”, institucional, e não traz esses números. Também não há dado comparativo de morbidade além do relato do coordenador. Quando o hospital divulgar, esta matéria será atualizada.
Nota de apuração: todas as informações e citações vêm do texto publicado pela Prefeitura de Campinas em 15/9/2026, lido integralmente por esta redação; a explicação sobre placas e planejamento cirúrgico é contextualização nossa. Não visitamos o hospital. A foto de abertura e da Food and Drug Administration dos Estados Unidos, em dominio publico, e mostra um cranio com placa impressa em 3D — e ilustrativa, nao foi feita no Mario Gatti; a prefeitura publica foto do servico em seu banco de imagens. Não há link comissionado nesta matéria.
Fontes
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